Em um esforço para criar uma abordagem colaborativa em Naviraí, instituições locais se reuniram sob a liderança do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para o lançamento dos Círculos de Construção da Paz, uma iniciativa que teve início na terça-feira, dia 25. A proposta visa fortalecer a rede de proteção e assegurar os direitos das comunidades através da interação e alinhamento entre os órgãos que atendem a população.
Os Círculos de Construção envolvem a participação de diversas entidades, como o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e o Creas, além de representantes dos setores de Educação e Saúde. Os encontros são realizados na sede das Promotorias de Justiça e têm como principal objetivo promover uma maior integração entre os serviços, respondendo aos desafios enfrentados no cotidiano do atendimento social.
A metodologia aplicada nos encontros valoriza momentos de escuta, reflexão e cooperação entre os participantes. Mulheres da Coordenadoria Regional de Educação (CRE 08) facilitam os diálogos, com o apoio da equipe técnica do MPMS, criando um espaço propício para a troca de experiências e a busca conjunta por soluções.
A Promotora de Justiça Karina Ribeiro dos Santos Vedoatto destacou a relevância dessa iniciativa, enfatizando a necessidade de união entre as instituições. Ela ressaltou que a colaboração é fundamental para enfrentar de maneira mais eficaz os desafios sociais que emergem, ampliando a capacidade de defesa dos direitos e promovendo transformações.
O primeiro encontro teve como tema “Tecendo a Rede: Quem somos e o que nos conecta”, focando na construção da identidade coletiva e no fortalecimento das relações entre os participantes, visando criar um ambiente de confiança. Para o mês de setembro, novas reuniões estão agendadas para os dias 14 e 28, que terão como foco discutir os desafios da atuação intersetorial, além de estabelecer compromissos práticos para melhorar o atendimento à população.
Com essa ação, o MPMS reafirma seu compromisso com a promoção de práticas integradas e a melhoria das políticas públicas voltadas para a proteção, buscando uma rede mais coesa e preparada para oferecer respostas eficientes às demandas da comunidade.
