O volume do setor de serviços do Brasil cresceu em outubro um pouco mais do que esperado, mantendo a resiliência mesmo em meio à política monetária restritiva que afeta a atividade econômica do país, embora tenha mostrado desaceleração ante setembro. Em outubro, o setor de serviços apresentou aumento de 0,3% no volume em relação a setembro, quando houve crescimento de 0,7%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da desaceleração, o resultado ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,2% no mês, e com isso o volume de serviços renovou o patamar recorde da série histórica, iniciada em 2011. O setor ainda marcou o nono resultado positivo seguido, acumulando no período ganho de 3,7%, superando a sequência de resultados positivos de oito meses entre fevereiro e setembro de 2022.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços apresentou alta de 2,2%, contra expectativa de 2,5%. O mercado de trabalho aquecido, com o desemprego em mínimas recordes, vem ajudando o setor de serviços a manter a resiliência neste ano mesmo diante da desaceleração da economia, com a taxa básica de juros Selic em 15%.
Em outubro, todas as cinco atividades tiveram alta, com destaque para o avanço de 1,0% no volume de transportes, terceiro resultado positivo seguido com ganho acumulado de 2,4%, renovando o ápice da sua série histórica. O volume do transporte aéreo teve em outubro alta de 4,3%, enquanto o do transporte rodoviário de cargas cresceu 0,9%.
